segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Arte Contemporânea

Arte Contemporânea 1850 até aos dias de hoje (Atualidade)


Arte Contemporânea 

Três Bandeiras 
Jasper Johns 
1958
         
        Jasper Johns foi um importante artista do século XX, indispensável no desenvolvimento da arte pop, arte conceitual e diversos outros movimentos na Europa e nos Estados Unidos. Através de uma série de imagens de bandeiras e alvos que enfureceram o mundo, Johns transformou objetos comuns em arte. Johns, que começou a sua carreira com arte comercial, desafiava e alterava os princípios básicos da pintura, e explorou inúmeras formas de arte não convencionais. Muitas vezes repete o mesmo tema com técnicas diferentes para examinar a relação entre uma imagem e o seu meio. 

  Jasper Johns sobrepôs três bandeiras dos EUA, umas sobre as outras, ficando a menor mais perto de nós e a maior no lugar mais afastado. Esta disposição inverte a perspetiva linear que, resumidamente, nos diz que quando temos dois objetos exatamente com a mesma dimensão, aquele que fica mais perto de nós, é aquele que adquire um maior tamanho. 

          Ao colocar as três bandeiras umas sobre as outras, Johns criou uma peça tridimensional, adquirindo um carácter de objeto de arte, em vez de uma pintura. 

       Com este carácter de objeto de arte, Três Bandeiras invade o espaço expositivo, tornando-se como que uma protuberância que surge da parede e invade esse mesmo espaço.



 Referências:
  •  www.allposters.pt/-sp/Tres-bandeiras-1958-posters_i290790_.htm 
  • JANSON, H.W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa  (1997)

Idade Moderna

Idade Moderna 1350 - 1850 (Renascimento) 

Renascimento
A criação de Adão
Miguel Ângelo 
1508-1512
Pormenor da capela Sistina
 
              Miguel Ângelo, nesta obra, não mostra modelação física do corpo de Adão mas sim, a transmissão da centelha divina - a alma – conseguindo deste modo uma justaposição dramática do Homem e de Deus. 

            O Artista fez contrastar um Adão preso à terra com a figura de Deus passando pelos céus. Esta relação torna-se mais significativa quando nos apercebemos que Adão tenta alcançar, não apenas o Criador, mas também Eva, que ele vê, ainda por nascer, sob a proteção do braço esquerdo do Senhor.

            O braço direito de Deus está esticado para criar o poder da vida do seu próprio dedo para Adão, o qual está com o braço esquerdo estendido em contraposição ao do Criador.

               As posições de Deus e Adão, a pintura do braço direito de Deus e esquerdo de Adão são quase idênticas e representam o facto de que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança.



Referências: 
  • JANSON, H.W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa  (1997)
  •  http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cria%C3%A7%C3%A3o_de_Ad%C3%A3o
  • http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2012/08/22/960448/conheca-criaco-ado-michelangelo-buonarroti.html

Medieval

Medieval 300 - 1350 d.C. (Bizantina, Românica, Gótica)


Movimento Gótico 


A Caminho do Calvário
Simone Martini 
Aproximadamente 1340  
Museu do Louvre, Paris, França 



            A obra de arte retrata o momento em que Cristo é levado por soldados para fora de Jerusalém para ser crucificado. Cristo está acompanhado da Virgem Maria, que é empurrada com violência por um soldado e amparada por São João (à esquerda da tela, vestida de azul escuro). Percebe-se que Cristo está inclinando seu rosto para sua mãe. Desta forma, Martini estabelece uma cumplicidade terna entre os dois personagens. A tristeza e violência deste ato destacam a tragicidade da cena.

             Além da Virgem, Cristo também está acompanhado por Maria Madalena, que levanta os braços para o céu num gesto de dor e compaixão. O contraste entre o apelo impotente por misericórdia feito por Maria e as afiadas pontas das lanças de madeira dramatiza a violência e a força do destino iminente de Cristo. 

            Outro detalhe importante da obra é a cruz. Ela não está somente apoiada em Cristo, mas sobre toda a multidão, sugerindo que toda a humanidade carrega o peso da cruz. 

              O caos da composição demasiadamente agrupada é equilibrado pelos tons de vermelho (usados por Cristo e Maria Madalena), dourado e azul. Embora trágica, a obra é lírica, elegante e viva; mostrando toda a genialidade de Simone Martini.


Referências:
  • JANSON, H.W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa  (1997) 
  • http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/01/19/905925/conheca-carregamento-da-cruz-simone-martini.html

Clássica

Clássica 1000 a.C. 300 d.C. (Grécia Antiga, Roma Antiga) 


Arte Greco-Romana

Vénus na Concha
Apelles de Kos
Por volta de 79 a.C.
Pompeia


              Vénus, no centro do fresco, renasce numa concha.
             
             Na mitologia greco-romana, Vénus tem os mesmos atributos da deusa grega Afrodite. Para os romanos o seu nome significa “"nascida da espuma do mar"”. Mitologicamente ela nasceu numa concha, as Horas cuidaram dela desde o seu nascimento e impediram que o tempo passasse por esta divindade, mantendo para sempre a sua beleza. Vénus era também considerada deusa do amor e da fertilidade e, por ter nascido das espumas do mar, há quem acreditasse que esta também fosse uma deusa dos mares e da navegação.


Referências:
  • JANSON, H.W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa  (1997) 
  • História Mundial da Arte da pré História a Grécia Antiga, Enciclopédia de Bolso Bertrand
  •  http://en.wikipedia.org/wiki/Apelles

Antiga

Antiga 3000 - 300 a.C. (Egípcia, Mesopotâmica, Ibérica)
 

Arte Egípcia 
Psicostasia
1275 a.C.
Livro dos Mortos de Ani


                  O escriba morto Ani (esquerda) espera enquanto Anúbis (centro) pesa o seu coração. Tot regista o veredito e Ammut (direita) espera esfomeado.

          A hora do Julgamento: Acreditava-se que, uma vez no túmulo, o akh (poder sobrenatural) iniciava a viagem para a sala de julgamento. Ali era julgado por uma lista de 42 crimes. O Deus Anúbis segurava a balança: o coração da pessoa num dos pratos, no outro a pena de Maat, a Deusa da justiça. Quanto mais crimes o morto confessasse, mais pesado era o coração. Se este pesasse mais do que a pena, Ammut, o monstro devorador, engolia-o e ele tornava-se um espirito mau, lutando para sempre contra os deuses. Se passasse o teste, ia com Osíris (soberano dos mortos) viver nos campo de Iaru, um paraíso semelhante ao Egito mas mais bonito.



Referências:
  •  JANSON, H.W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa  (1997) 
  • CROSHER, Judith, Egipto Antigo, Caminho, Lisboa (1994)
  • História Mundial da Arte da pré História a Grécia Antiga, Enciclopédia de Bolso Bertrand
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_dos_Mortos

Pré História

 
Pré História 25000 - 3000 a.C.
 
 
Bisão Ferido (pintura rupestre)
15000-10000 a.C.
Altamira, Espanha
 

                O Bisão ferido está pintado sobre uma avultação da abóbada. O autor soube encaixar a figura do bisão,encolhendo-o, juntando as suas patas e forçando a posição da cabeça para baixo, deixandofora unicamente o rabo e os cornos.
                É uma imagem viva e realista, assombrosa pela agudeza da observação, pelo traçado firme e vigoroso, pelas matizes subtis que dão volume e relevo às formas ou, talvez mais, pela força e dignidade da fera agonizante”
                      “O animal tombou no solo, moribundo, as patas já não podem com o corpo, mas baixa a cabeça para tentar defender-se das azagaias que lhe arremessam.”
 
 
Referências:
  •           http://pt.wikipedia.org/wiki/Caverna_de_Altamira
  •           JANSON, H.W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa  (1997)
 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Uma breve apresentação...

Olá a todos!
Eu chamo-me Helena Almeida, tenho 19 e sou de Vila Real.
Este ano tornei-me caloira do curso de Comunicação e Multimédia na prestigiosa Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro :)

Criei este blogue para aqui partilhar os diversos trabalhos realizados ao longo do semestre referentes à disciplina de História das Artes Visuais e Contemporâneas.

Espero que gostem ;)